Nós nascemos, pequeno/a, e logo vamos tomando ciência das coisas. Aprendemos a agir da maneira que nos ensinam nessa ou naquela ocasião, nesse ou naquele contexto. Aprendemos! Isso é um fato. Somos ensinados sempre a agir, mas poucas vezes somos incentivados a pensar se o que fazemos e como o fazemos, nos faz mesmo felizes ou se poderíamos ser/estar sendo mais felizes se agindo de outra maneira.
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Em geral, nas questões sociais e humanas, não nos dão muitas escolhas. Somos ensinados que temos que estudar, formar na escola; entrar na faculdade, formar na faculdade; conhecer uma pessoa amada, casar, ter filhos, etc. Há todo um organograma que nos pregam/ vomitam na cara e aceitamos desde cedo. Mas seu pai tem pensado muito sobre o preço da liberdade de ser e agir como ache justo.
Seu pai é uma pessoa difícil em vários aspectos. Acredito em conceitos e preceitos e, quando creio em algo, sou difícil de ''dobrar''. Não consigo muito aceitar imposições, filho/a! Isso não sei se é um defeito ou uma qualidade, mas tenho sido assim. Sendo assim, já me indispus várias vezes com várias pessoas que quiseram exigir respostas de mim de acordo com os organogramas impostos pela vida social que disse acima. Tive já problemas quanto a isso. Pode ser que você também tenha. Queria poder esmiuçar meus aprendizados para que você os entendesse e observasse se te servirão um dia.
Quando digo sobre liberdade, digo observando não só a mim. Vejo que somos seres sociais, claro. Somos obrigados a viver em sociedade, gregários que somos. E isso nos obriga a fazer concessões; mas obrigatoriamente nos é um fado para a tristeza? Não! Podemos e devemos aceitar as condições que a vida social nos impõe, mas temos de trabalhar nossa felicidade nesse meio. Se estamos tristes, algo vai mal em nós, precisamos nos desprender do ponto onde estamos e nos olhar de fora. Não se vê a ilha estando na ilha... Já disseram. Como assim?
Digo sobre tentar olhar a própria vida como se pudéssemos nos ver como outra pessoa ou "de fora"... Assim sendo, olhar e ver: somos felizes? Aparentamos felicidade ou somos felizes mesmo? Há todo um enorme trabalho que psicólogos e psiquiatras se esmeram em tentar executar junto de seus pacientes nesse aspecto.
Precisamos de terapia? Creio que todos precisam, mas temos que ser nossos terapeutas, também. Como seremos sinceros na terapia se somos ignorantes e obscuros diante de nós mesmos em nossos relatos? Precisamos nos ouvir e nos conhecer melhor, sempre; aí entra a questão do preço da liberdade... Mas tentarei falar sobre o quanto devemos e estamos dispostos a pagar por ela mais adiante. Ainda não aprendi a ponto de passar algo de certo.
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Beijos, minha criança amada.
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Seu pai te olha e olhará, sempre, de onde ele estiver. Você nunca estará só.
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